Verificador de IA
Verificador de IA: as frases que fazem um texto parecer escrito por IA
Cole um texto em inglês ou russo e a página destaca as frases que o leitor reconhece do ChatGPT ou do Claude, como “in today’s fast-paced world” ou “game-changer”. É grátis e sem cadastro. A verificação roda no seu navegador e o texto não é enviado a lugar nenhum.
- 01Não é um detector e não dá uma porcentagem de “escrito por IA”. Mostra as frases exatas que fazem o texto parecer gerado e o que fazer com elas.
- 02Por enquanto só textos em inglês e russo são verificados. Um texto em português vai sair quase limpo, e isso não vai significar nada.
- 03A primeira verificação baixa cerca de 6 MB: o Python e o próprio linter. As seguintes são imediatas.
- 04As regras são as mesmas do linter do kit skills, então o mesmo texto recebe os mesmos apontamentos aqui e na linha de comando.
O que o verificador procura
Dez tipos de frase que denunciam um modelo
O linter tem mais de quarenta categorias; aqui elas estão reunidas em dez grupos. Os exemplos entre aspas vêm das regras do linter e são destacados quando você verifica um texto. Estão em inglês porque, por enquanto, as regras cobrem inglês e russo.
- Frases feitas
As frases com que o modelo abre, liga e fecha uma ideia: “in today’s fast-paced world”, “it’s important to note”, “moreover”. Não dizem nada, e o leitor já as conhece de cor.
O que fazerApague a frase e releia sem ela. Quase sempre a frase fica mais curta e melhor.
- Contrastes encenados
“This isn’t about X — it’s about Y”, aberturas como “The best part: …”. O modelo encena profundidade inventando uma opinião que ninguém tinha e corrigindo-a.
O que fazerDiga o que a coisa é. Mantenha a negação só se alguém realmente pensa o que você nega.
- Palavras infladas
“Game-changer”, “cutting-edge”, “revolutionary” colocam um veredito onde deveria haver um fato. Quanto mais alta a palavra, menos se acredita nela.
O que fazerTroque o veredito pelo que o sustenta: um número, uma data, um nome, um exemplo. Se não há fato, tire a palavra.
- Linguagem corporativa
“Leverage”, “synergy” e substantivos feitos de verbos deixam o texto com cara de relatório trimestral.
O que fazerTraga o verbo de volta e use a palavra que você diria em voz alta.
- Clichês e autoridade emprestada
“Plays a crucial role”, ou “studies show that” sem nomear o estudo: uma fórmula pronta ou uma autoridade sem nome ocupa o lugar da ideia.
O que fazerDiga literalmente o que acontece. Se citar uma pesquisa, dê o nome ou tire a afirmação.
- Tom de coach e terapeuta
“And that’s okay”, “you’re not alone”, “unleash your potential”. Consolo e motivação que o leitor não pediu entregam o modelo.
O que fazerCorte. Se o leitor precisa de apoio, um conselho concreto dá mais.
- Ressalvas
“Could perhaps somewhat arguably”: quatro ressalvas numa frase. O modelo se protege, e o leitor deixa de saber o que você afirma.
O que fazerDeixe uma ressalva onde você realmente não tem certeza. O resto, afirme.
- Ritmo e repetição
Frases do mesmo tamanho em sequência, o mesmo verbo em frases vizinhas, negrito a cada poucas palavras, uma linha sob o título que repete o título. As palavras podem estar certas e o texto continuar monótono.
O que fazerDivida uma frase longa, junte duas curtas, deixe uma curta para dar ênfase. Troque o verbo repetido ou refaça a frase.
- Tipografia
Aspas retas onde deveriam ser curvas e, em textos russos, o travessão longo e sinais como “=” e “→” no lugar de palavras.
O que fazerCorrija as aspas; escreva os sinais por extenso.
- Rastros de cópia do chat
Marcas de serviço como utm_source=chatgpt.com e caracteres invisíveis só entram num texto quando ele é copiado de um chatbot. Uma basta para denunciar.
O que fazerApague a marca. Se havia um link ali, encontre a fonte verdadeira.
Em português, a olho
As mesmas marcas em textos em português
O linter ainda não tem regras para português, mas os modelos repetem os mesmos vícios em qualquer língua. Estes aparecem com frequência em textos gerados em português, e dá para encontrá-los lendo com atenção.
- “No mundo atual”, “nos dias de hoje”, “em um mundo cada vez mais conectado”
- Abertura que não diz nada. Comece pelo assunto.
- “Vale ressaltar”, “é importante destacar”, “cabe mencionar”
- Anuncia uma informação em vez de dá-la. Apague o anúncio e deixe a informação.
- “Não é apenas X, é Y”
- Contraste encenado contra uma opinião que ninguém tinha. Diga o que a coisa é.
- “Desempenha um papel fundamental”, “é a chave para o sucesso”
- Fórmula no lugar de dizer o que a coisa faz. Escreva o que ela faz.
- “Revolucionário”, “inovador”, “sem precedentes”
- Veredito sem fato. Troque por um número, uma data ou um exemplo.
- “Em suma”, “em resumo”, “dessa forma” no último parágrafo
- Conclusão que repete o texto. Termine no último fato novo.
- Travessão longo em toda frase e listas de três adjetivos
- Ritmo de modelo. Use vírgula ou ponto e escolha o adjetivo que importa.
Diferença para os detectores de IA
O detector dá uma probabilidade. Esta verificação mostra a frase.
Ferramentas como o GPTZero e os detectores dos verificadores de plágio estimam quão previsível um texto é para um modelo de linguagem. Vocabulário plano e frases do mesmo tamanho fazem a porcentagem de “IA” subir. O detector não explica de onde veio o número, então não há o que contestar.
Verificações desse tipo erram muito com pessoas. Em 2023, pesquisadores de Stanford passaram por sete detectores redações do exame TOEFL escritas por humanos, e em média os detectores classificaram mais da metade como geradas por IA (Liang e colegas, revista Patterns). No mesmo ano a OpenAI desligou o próprio classificador: ele reconhecia 26% dos textos gerados e marcava texto humano como IA em 9% dos casos.
Esta verificação responde a outra pergunta. Ela encontra as frases em que o leitor tropeça, mostra cada uma no texto e diz o que fazer. Não decide quem escreveu. Um texto gerado e bem editado sai limpo, e uma pessoa que escreve com fórmulas recebe apontamentos. O que importa para o leitor é o resultado, e a verificação olha para ele.
Como corrigir o texto
O que fazer quando a verificação encontra muita coisa
- 01Comece pelas violações graves, marcadas em vermelho. Rastros de cópia do chat e contrastes encenados do tipo “this isn’t X, it’s Y” valem ser tirados de qualquer jeito.
- 02Apague antes de trocar. Uma frase feita quase sempre sai sem perda nenhuma. Um sinônimo para “plays a crucial role” mantém a mesma fórmula com outras palavras.
- 03Troque o veredito por um fato. Em vez de “acelera muito o trabalho”, diga quanto tempo levava antes e quanto leva agora. Se não há número, tire o veredito.
- 04Leia em voz alta. Ritmo, repetição e linguagem de relatório se ouvem melhor do que se veem. A frase que você não diria a uma pessoa, reescreva do jeito que diria.
- 05Verifique de novo. Um ou dois apontamentos num texto longo acontecem com pessoas também; não precisa perseguir o zero.
Perguntas
- O verificador de IA é grátis?
- Sim. Cole o texto na caixa no topo da página e clique em Verificar. Não há cadastro nem limite. A primeira verificação leva alguns segundos para carregar; as seguintes levam cerca de um segundo.
- Isto é um detector de IA?
- Não. Detectores tentam adivinhar se um modelo escreveu o texto e erram com frequência nos dois sentidos. Esta verificação procura frases específicas pelas quais um leitor reconhece texto gerado e mostra onde estão. Quem escreve em linguagem de relatório recebe os mesmos apontamentos, e é justo, porque o leitor também vai achar que o texto saiu de um modelo.
- Dá para provar que um texto foi escrito por IA?
- Não. Nem um detector nem esta verificação dão essa prova. O detector dá uma probabilidade que também erra com pessoas. Esta verificação mostra as frases que fazem o texto parecer gerado, e isso dá para discutir ponto por ponto.
- Por que um detector de IA marcou um texto que eu mesmo escrevi?
- Detectores estatísticos reagem à previsibilidade. Palavras simples, frases do mesmo tamanho e fórmulas prontas parecem um modelo para eles, e muita gente escreve assim, ainda mais em textos de trabalho ou numa segunda língua. Se o texto estiver em inglês ou russo, cole aqui para ver quais trechos soam como modelo.
- Meu texto vai passar no detector depois da correção?
- Ninguém pode prometer isso. O detector faz a própria estatística, e a resposta dele não dá para saber antes. Corrigir os apontamentos tira o que o leitor percebe, e o texto é escrito para o leitor.
- Funciona com português?
- Ainda não. Por enquanto há regras para inglês e russo; um texto em português vai sair quase limpo, e isso não significa nada. Mais abaixo há uma lista das marcas que dá para procurar a olho em português.
- Funciona com respostas do ChatGPT, do Claude e do Gemini?
- Sim, se a resposta estiver em inglês ou russo. A verificação olha o próprio texto e não importa qual modelo o escreveu. As frases do catálogo aparecem em todos os modelos populares.
- Para onde vai o meu texto?
- Para lugar nenhum. O linter roda no seu navegador com o Pyodide, um Python feito para a web. A página o baixa uma vez e depois verifica sem rede.
- Dá para rodar automaticamente?
- O mesmo linter se instala com um comando e roda no terminal ou no CI. É gratuito e de código aberto; as instruções estão na página do kit skills.
Depois
Achar as frases é metade do trabalho; ainda é preciso reescrevê-las. Se você usa o Claude Code, o kit skills tem assistentes que fazem isso para posts, e-mails, landing pages, release notes e prosa, com as mesmas regras desta verificação.
Sobre o kit skills →Se a equipe escreve com IA
Quando um modelo escreve posts, e-mails e respostas a clientes em volume, limpar cada texto à mão sai caro. A saída é um processo em que o prompt, as regras e esta verificação entram antes da publicação. A primeira consulta é gratuita e dura trinta minutos.
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